 A nova banda de Wally não se parece nem um pouco com aquela que o projetou, o CPM 22 – e da qual não faz mais parte. Há cerca de dois anos, o guitarrista resolveu embarcar de cabeça no universo que mais lhe atrai: o metal. Montou o Astafix, que agora lança o disco de estreia, intitulado ‘End Ever’. Nas faixas, riffs matadores, timbres densos e letras em inglês, além de participações especiais como a de Andreas Kisser. A qualidade das composições foi reforçada pela acertada produção de Brendan Duffey e Adriano Daga.
A seguir, uma entrevista exclusiva com os guitarristas do Astafix, Wally e Paulo Schroeber (que também faz parte do Almah). Confira!
De onde surgiu o nome Astafix?
Wally: Eu inventei. Achei que esse nome soava legal. Astafix!
‘End Ever’ foi originado de demos que o Wally gravou em 2007. Como foi o processo de lapidar as canções até chegarem aos arranjos finais?
Wally: Foi bem rápido. Existia tanta vontade de fazer um disco empolgante, que a maioria dos arranjos saiu na hora, enquanto estávamos gravando.
Paulo: Fiquei muito feliz quando o Wally me convidou para gravar. Me senti muito à vontade, e a vibe na hora foi muito boa. Tudo saiu naturalmente. Parecia que já tocávamos havia muito tempo juntos.
Os timbres estão bem marcantes. Falem sobre o cuidado na gravação das guitarras.
Wally: Queríamos o melhor som para as guitarras. Algo que reproduzisse exatamente o que é a banda tocando ao vivo. Usei minha Gibson Flying V e uma ESP STEF B-7, além de amps Mesa/Boogie Triple Rectifier, Peavey 5150, caixas Mesa/Boogie e Marshall 4x12. Tudo sempre em volume bem alto.
Paulo: Sempre usei guitarras de sete cordas. O mais importante para mim era que ficasse o mais pesado possível.
De onde vêm suas influências de guitarra metal?
Wally: De todas as vertentes do metal. Gosto muito de Pantera. Adoro o Dimebag Darrell. Assim como de Andreas Kisser (Sepultura), que participa do disco na faixa ‘Red Streets’, e dos caras do Slayer, Kerry King e Jeff Hanneman.
Paulo: Sou muito influenciado por guitarristas de vários estilos, mas posso afirmar que o meu preferido é Tony Iommi, por razões óbvias [risos].
Contar com produtores craques no assunto sempre foi um quê a mais a qualquer banda. O que Brendan Duffey e Adriano Daga acrescentaram ao disco?
Wally: Eles foram muito importantes porque entendiam 100% do que a banda queria, e tiraram um som muito bom no estúdio.
Paulo: Já trabalhei com eles no disco ‘Fragile Equality’, do Almah. Então, me senti em casa, sabendo que eles iriam tirar 110% do som que queríamos no estúdio.
Wally, o som do CPM 22 sempre foi carregado demais nas guitarras. No fundo, tocar metal era uma espécie de frustração para você naquela banda?
Wally: Sempre fui muito fã de metal. As primeiras bandas que montei tocavam thrash metal – na época, eu tinha 15 anos. Quando fiz 30, pensei: ‘Está na hora de voltar a detonar!’.
Como foi o seu desligamento do CPM 22?
Wally: Eu não queria mais fazer aquele som e não tinha mais o mínimo interesse em trabalhar com aquelas pessoas.
Foto: Penna Prearo/Divulgação
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