Em 1988, como coordenador e professor do primeiro IG&T de São Paulo, conheci estudantes dedicados que mais tarde se tornariam exímios guitarristas. Um deles foi Kiko Loureiro, um dos maiores da atualidade. Naquela época, ele já demonstrava interesse em escalas, modos, tríades e tétrades. Embora em sua carreira Kiko já tenha trabalhado com mais de um tipo de escala, em 1998 ele revelou sua preferência pelos modos da escala maior, numa coleção didática que coordenei.
Os modos têm uma história inseparável da composição musical moderna. Entre os séculos 6 e 8, surgiu no Clero um sistema de escalas que depois ficou conhecido como modos medievais, divididos em autênticos (dórico, frígio, lídio e mixolídio) e plagais (com os mesmos nomes, mas com o prefixo “hipo”), todos baseados no sistema musical grego pré-cristão. No século 16, os modos jônio e eólio foram acrescentados ao sistema (Ex. 1).

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