RESENHA: 'Rolling Stones: 50 Anos de Rock' (Escrituras Editora)

Henrique Inglez de Souza em 12.07.2012 12:30

Imagem: Divulgação

Rolling Stones, 50 anos! Cinco décadas de estrada, cinco décadas dedicadas ao rock e um irresistível flerte com o blues. Mergulhar na história desses caras também é contar uma parte considerável do que tem sido a cultura pop recente. Provavelmente em ao menos um momento de sua vida você já se deparou com Mick Jagger, Keith Richards e Cia. Eles são mais que uma banda. São um ícone inoxidável.

O mundo ainda aparecia em preto e branco quando tudo começou. O rock vivia seus primórdios nos Estados Unidos, na fórmula básica do rock and roll de Elvis Presley, Chuck Berry, Buddy Holly, Little Richard e Jerry Lee Lewis. Esses eram alguns dos principais expoentes de então. Enquanto isso, do outro lado do oceano Atlântico, os Beatles caminhavam rumo ao topo de onde jamais saíram.

Esse era o contexto de junho de 1962 em Londres, quando os Rolling Stones surgiram. O nome foi ideia do guitarrista Brian Jones, que, em busca de algo que soasse bem, avistou um disco de Muddy Waters com a canção 'Rollin' Stone' – eles eram altamente influenciados pelo blues clássico, o norte-americano.

A formação original tinha Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Brian Jones (guitarra), Ian Stewart (piano), Dick Taylor (baixo) e Tony Chapman (bateria). Foram eles que protagonizaram o primeiro show da banda, realizado há exatos 50 anos: 12 de julho de 1962, no lendário Marquee Club (ainda sob o nome de The Rollin' Stones). Na ocasião, entre tocar o blues de Chicago (EUA) ou mandar canções de Chuck Berry e Bo Diddley, o repertório acabou sendo definido pela segunda opção.

O que aconteceu de lá para cá? Bom, Taylor deu lugar a Bill Wyman em dezembro daquele ano e Charlie Watts ganhou a posição de Chapman no janeiro de 1963. Dali em diante, todos nós sabemos: '(I Can't Get No) Satisfaction', 'Jumpin' Jack Flash', 'Not Fade Away', 'Ruby Tuesday', 'Paint It, Black', 'Let's Spend the Night Together', 'Sympathy for the Devil', 'Gimme Shelter'...

Ao longo dessas cinco décadas, houve outras mudanças no time, as quais deixaram marcas profundas no rock. A primeira delas aconteceu em 1969, com a saída de Jones. O guitarrista, que até ali era considerado o mentor dos Stones, perdeu a vez por conta da inadimplência causada pelas drogas e álcool. Na sequência, embalou em uma fase que o levaria à morte, naquele mesmo ano (até hoje é cercada de mistério sobre as reais causas).

Uma fera do blues e brilhante no John Mayall & The Bluesbreakers, Mick Taylor ganhou a vez. Com ele, os Rolling Stones conheceram uma de suas melhores e mais produtivas fases – a que mais clássicos rendeu: 1969 a 1974. Dos álbuns que gravou, destacam-se 'Sticky Fingers' (1971) e o cultuado 'Exile on Main St.' (1972). Só para se ter uma ideia, é possível preparar uma coletânea apenas com músicas oriundas dessa época ('Brown Sugar', 'Wild Horses', 'Bitch', 'Tumbling Dice', 'Happy', 'All Down the Line', 'Angie' e por aí vai).

Quando o quinteto começava a preparar o célebre 'It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)' (1974), Taylor abandonou a barca. O substituto foi Ronnie Wood, que, embora tivesse excursionado com a banda em 1975, só seria efetivado em 1976. Iniciava ali a formação que mais tempo esteve junta – até 1992, quando o baixista Bill Wyman preferiu se desligar do grupo (o anúncio oficial de sua saída aconteceu em janeiro de 1993).

Nas últimas duas décadas, três foram os álbuns de inéditas lançados – 'Voodoo Lounge' (1994), 'Bridges to Babylon' (1997) e 'A Bigger Bang' (2005). Jagger, Richards, Wood e Watts rodaram o planeta com turnês gigantescas, passando pelo Brasil em três ocasiões. No momento em que essa entidade do rock and roll completa 50 anos, muitos são os rumores de uma agenda de shows comemorativa, mas pouco se tem de concreto e confirmado.

Com ou sem celebração na estrada, o fato é que não faltam motivos para curtir essa intensa jornada. Um deles é o livro 'Rolling Stones: 50 Anos de Rock', da Escrituras Editora. Com texto de Howard Kramer (tradução: Dinah de Abreu Azevedo), essa excelente fotobiografia com 274 páginas te colocará a bordo da caravana dos Stones em mais de 150 fotografias coloridas. Obrigatório para qualquer fã e indispensável para quem quer conhecer melhore esses caras. Tudo bem que seja só rock and roll... Mas todos nós gostamos!


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